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Doenças reumáticas afectam mais de metade da população portuguesa

56 por cento dos portugueses sofrem de pelo menos uma doença reumática. A conclusão é do primeiro estudo nacional sobre o tema, coordenado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia e financiado, em grande parte, pela Direcção-Geral de Saúde, avança a TSF.
Os resultados permitem concluir que as doenças reumáticas são as patologias crónicas que mais prejudicam a qualidade de vida aos portugueses. Cerca de metade da população nacional nem sequer sabe que tem a doença.O trabalho esteve mais de dois anos no terreno e não se limitou a a perguntar às pessoas se tinham alguma das doze doenças reumáticas. Depois disso foram feitas consultas. Jaime Branco, o investigador que coordenou o estudo revela que “as pessoas apresentam queixas, mas não sabem identificar a causa dos sintomas. Quando questionadas não mencionam que têm este tipo de doença”. 

Há sintomas que as pessoas não atribuem a estas doenças crónicas que afectam, de forma contínua, articulações, músculos ou ossos. Alguns outros inquiridos pensam que são, apenas, um sinal de cansaço, ou excesso de esforço. Jaime Branco explica que isto se deve ao facto “de muitas destas doenças serem silenciosas. É o caso da osteoporose. As pessoas só descobrem quando têm uma fractura. Com as artroses acontece o mesmo. Numa fase precoce, a doença não é identificada”.

 

No final, os resultados revelaram que 56% dos portugueses têm pelo menos uma das várias doenças reumáticas. “É muito prevalente na população portuguesa, mais no sexo feminino. Para além disso, as doenças reumáticas são as que mais prejudicam a qualidade de vida das pessoas. São muito lesivas e incapacitam muito”, acrescenta Jaime Branco.

 

Fonte: TSF

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Dor neuropática afeta 20% dos diabéticos

A dor na neuropatia diabética é o tema em foco do 1.º Simpósio Internacional da Cátedra de Medicina da Dor, uma iniciativa inédita no nosso País, que pretende contribuir para aumentar o conhecimento, de médicos e outros profissionais de saúde, sobre o impacto da dor e as formas de o minorar.

neuropaticaEsta iniciativa vai decorrer na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), no dia 17 de outubro, pelas 14h30, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Luta Contra a Dor.
“Pretendemos com esta iniciativa apoiar o intercâmbio de conhecimento médico no domínio da dor associada à neuropatia diabética, com destaque para as atuais dificuldades sentidas no seu diagnóstico e tratamento, proporcionado assim um debate sobre as futuras perspetivas necessárias para melhorar o estado atual desta situação”, explica José Castro Lopes, investigador responsável pela Cátedra e professor da FMUP, citado em comunicado.
Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), refere no mesmo comunicado que “a diabetes e a doença neuropática periférica que coexiste muitas vezes nestes pacientes é um grave problema de saúde pública, devendo todos os médicos estar adequadamente familiarizados com o diagnóstico e tratamento desta neuropatia. Este tipo de dor, nem sempre valorizada ou corretamente diagnosticado, tem repercussões importantíssimas na qualidade de vida dos doentes, alterando ou limitando as suas atividades diárias e as suas capacidades para trabalhar”.

 

O 1.º Simpósio Internacional da Cátedra de Medicina da Dor resulta de uma parceria entre a APED e a Cátedra de Medicina da Dor da FMUP, que conta com o apoio da Fundação Grünenthal.

 

A dor crónica é reconhecida como um grave problema de saúde pública com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas e enormes custos individuais e sociais. Em Portugal, o impacto socioeconómico da dor crónica é estimado em dois mil milhões de euros/ano, custo que atinge os 4,6 mil milhões de euros quando somados os gastos com incapacidades temporárias, “baixas” e reformas antecipadas.
A neuropatia diabética é uma das causas mais comuns de dor neuropática e consiste na destruição progressiva dos nervos do corpo. É a principal complicação e a mais incapacitante da diabetes. Acontece quando há um aumento do açúcar no sangue nos diabéticos não controlados, o que provoca modificações e até obstrução nos vasos que alimentam os nervos.

 

Fonte: Vital Health

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Despesa com medicamentos para a diabetes cresceu 400% em…

MEDICAMENTOS3_L_1O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou em média no ano passado 575 mil euros por dia em medicamentos para a diabetes, com os encargos a aumentarem cerca de 400% nos últimos seis anos, avança a agência Lusa, citada pelo jornal Público. Segundo um estudo da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), em 2013 a despesa do Estado com estes fármacos atingiu os 210 milhões de euros, quase um quinto do total dos medicamentos em ambulatório.O trabalho, que será publicado no próximo boletim da instituição, defende que a despesa com os remédios para a diabetes “aumentou significativamente”, concluindo ainda que deve ser promovida “uma utilização mais racional” destes medicamentos, que traria “importante ganhos para o SNS”.Na última década, 2013 foi o ano com mais gastos, atingindo-se 210 milhões de euros, o que significa uma média de 575 mil euros por dia despendidos com fármacos para diabéticos. Contudo, o crescimento dos gastos foi bastante superior ao aumento da utilização dos medicamentos, “o que significa que se começaram a utilizar alternativas de tratamento mais dispendiosas”.No período de 2000 a 2006, o peso destes medicamentos rondava 5%, enquanto actualmente se situa nos 18% do total dos encargos do SNS em ambulatório. Apesar de entre 2000 e 2013 ter duplicado o consumo de fármacos para controlar a diabetes, o aumento da despesa foi bastante superior. Acresce, segundo as autoras do estudo, que “os resultados em saúde ainda não apresentam igual tendência”: Portugal tem das taxas mais elevadas de prevalência da doença e deu-se um aumento dos reinternamentos ou das amputações de membros inferiores.O estudo comparou o tipo de utilização de medicamentos em Portugal com outros sete países europeus: Inglaterra, Dinamarca, Holanda, Espanha, Alemanha, Itália e França. Portugal é o país que apresenta menor proporção de recurso às insulinas e maior proporção de uso de uma classe de fármacos denominada “inibidores da DPP-4”.

Além disso, Portugal é o país que menor utilização faz do fármaco que é considerado o de primeira linha no tratamento da diabetes tipo 2. “Se Portugal apresentasse um padrão de utilização mais similar ao dos outros países analisados (…), o SNS poderia obter poupanças ao nível dos medicamentos para o controlo da diabetes que poderiam ser alocadas à prevenção desta patologia”, referem as investigadoras do Infarmed. As poupanças médias potenciais alcançariam os 34 milhões de euros e poderiam chegar aos 75 milhões caso fosse adoptado o padrão de consumo de Inglaterra.

 

Fonte: Lusa/Público

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Pesquisa usa laser para “desactivar” vontade de comer

ObeseChild_LCientistas descobriram um aglomerado de células cerebrais que conseguem travar a vontade de comer em ratinhos, avança o Diário Digital. Uma boa notícia para quem tem dificuldades em evitar comer em excesso: activar esses neurónios pode parar o consumo de alimentos imediatamente, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Neurosciences.Segundos os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, as células nervosas agem como uma mesa de controlo central, combinando e retransmitindo mensagens diferentes no cérebro para ajudar a reduzir a ingestão de alimentos.Usando raios laser, os cientistas conseguiram estimular esses neurónios, levando a uma paragem completa e imediata no consumo de alimentos. Os investigadores acreditam que a descoberta possa contribuir, no futuro, para tratamentos de obesidade e anorexia entre humanos.”Foi incrivelmente surpreendente”, disse à BBC David Anderson, principal autor do estudo. “Foi como se apertasse um interruptor e impedisse que os animais se alimentassem.”Os pesquisadores utilizaram produtos químicos para imitar diferentes cenários – incluindo sensações de saciedade, mal-estar, náuseas e amargura. E descobriram que os neurónios estavam activos em todas as situações, o que sugere que integram a resposta a diferentes estímulos.As células trabalhavam rapidamente quando os ratinhos tinham consumido uma refeição completa, o que indica que também podem desempenhar um papel importante na prevenção de excesso de alimentação.

“Estas células representam o primeiro foco bem definido que inibe a alimentação no cérebro”, disse Anderson.

“É provável que células similares existam no cérebro humano. Se isto for verdade e se for possível provar que estão envolvidas na inibição do apetite das pessoas, estas poderiam proporcionar tratamento para muitas desordens alimentares”.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, será investigar como esse aglomerado de células interage com outros centros nervosos, já conhecidos, envolvidos na ingestão de alimentos.

Os neurónios estudados na pesquisa actual estão localizados numa região do cérebro conhecida como amígdala – uma área que também está associada a emoções como stress e medo.

“Esta é uma contribuição muito importante”, avaliou Mohammad Hajihosseini, da Universidade de East Anglia, Reino Unido, que não participou da pesquisa.

Os pesquisadores partiram de trabalhos anteriores e encontraram outro pedaço do quebra-cabeça no circuito longo e complexo envolvido no controlo do apetite no cérebro.

“Uma das próximas perguntas a responder é se esses neurónios poderiam ser um importante elo entre a alimentação e as emoções”.

 

Fonte: Diário Digital

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Cheques-dentista devem ser alargados a diabéticos

dentista1_LA Ordem dos Médicos Dentistas quer que o programa do cheque-dentista seja alargado aos diabéticos, lembrando que é um grupo com riscos adicionais para problemas de saúde oral, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

Para o bastonário, Orlando Monteiro da Silva, na actual situação económica do país “deve ser ponderado o alargamento do programa a grupos de risco adicionais, como os diabéticos”.

Para isso, Monteiro da Silva frisa ser necessário um “aumento da dotação orçamental” do programa, recordando ainda que há cerca de um milhão de diabéticos diagnosticados no país.

Apesar de a questão das verbas necessários para alargar os cheques-dentista ser uma decisão do Ministério da Saúde, o bastonário considera que se trata de “um investimento que permite uma racionalização de custos”.

“Há uma relação enorme entre diabetes e saúde oral. A diabetes precisa de estar controlada para se ter uma boa saúde oral e vice-versa. É preciso um bom controlo da saúde oral, principalmente ao nível da gengiva e do osso, para que a diabetes não seja exacerbada”, explicou à agência Lusa.

Monteiro da Silva reforça que não é possível haver um controlo efectivo da diabetes sem controlar a doença da boca e das gengivas.

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral – dos cheques-dentista – abrange já crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, bem como grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário e portadores de VIH/sida.

Recentemente, a Entidade Reguladora da Saúde questionou a universalidade e equidade no acesso aos cheques-dentista, lembrando que ficam de fora crianças que frequentam escolas privadas e grávidas não seguidas nos serviços públicos.

 

Fonte: Lusa/SAPO Saúde