10% da população mundial tem insónia crónica

novo_artigo_Fotolia_61648178_Subscription_Monthly_M_acd81A nível mundial estima-se que cerca de 10% da população mundial tenha insónia crónica, fruto de doença, desgosto, stress, entre outros fatores decisivos para a qualidade do sono. De referir ainda que 3% da população mundial apresenta insónia grave, de carácter crónico.

Desta forma, numa altura em que muitos portugueses já regressaram às suas rotinas de trabalho e de atividade escolar, a Bial recordou a importância de equilibrar o organismo e adaptar o corpo aos horários de sono habituais, através de ações de sensibilização em que foi distribuída informação sobre os problemas associados à privação do sono e dados conselhos para uma rotina de sono tranquila.

Joana Serra, do Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, relembra que “dormir é uma necessidade básica como comer e beber e por isso o nosso bem – estar físico, mental e emocional está diretamente ligado a uma boa noite de sono”. De acordo com esta médica, “em Portugal o sono é muitas vezes desvalorizado, sendo por isso necessário relembrar que o facto de passarmos cerca de 1/3 das nossas vidas a dormir é um sinal claro de que o sono ocupa um papel preponderante na nossa vida a nível orgânico, mas também para a recuperação cognitiva importante na consolidação da memória e aprendizagem”.

Os problemas de sono afetam a vida pessoal e profissional. Não dormir as horas necessárias pode ter diversas consequências ao nível da capacidade de concentração, memorização e raciocínio dos indivíduos. Como alerta Joana Serra “estudos revelam que quando não dormimos bem ou o suficiente, corremos maiores riscos de desenvolver doença cardiovascular, obesidade, diabetes, hipertensão, além de ficarmos mais propensos às infeções, ao envelhecimento e mortalidade mais precoces. Há também risco aumentado de desenvolvimento de doenças psiquiátricas e doenças neoplásicas”.

Fonte: Vital Health